Diário de Maria

O Prazer VI

fevereiro 04, 2013Ricardo Santo

 
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Maria sentiu finalmente as correntes a serem retiradas dos seus pulsos e tornozelos, estava completamente estasiada após mais um violento orgasmo provocado por aqueles dedos deliciosos do mascarado. Liberta das amarras e com suor a escorrer pelo corpo, deixou-se ficar deitada por alguns segundos, abrandando e voltando a ter controlo pela respiração. Sentia-se deveras inebriada com todo aquele envolvimento, nem ousou abrir os olhos, iria ficar tatuado na sua mente nos próximos tempos. Sentou-se calmamente na marquesa confortando os pulsos com as mãos, estavam bastante doridos de tanta acção, sentia-se derreada de tanta excitação e pensou para si própria que em abono da verdade, nem sequer tinha sido fodida. Cambaleou sobre os sapatos de salto alto pretos ao voltar a sentir o chão, as suas pernas tremiam visivelmente, abriu os olhos com alguma dificuldade, a ausência de luz durante tanto tempo fez o seu efeito, vislumbrou algumas sombras com contrariedade e silhuetas obscuras em seu redor, algumas em mesas, outras em pequenos grupos trocando impressões, murmúrios vagos que a deixaram algo desconfortável, preferiu não ligar muito a quem a tinha ousado contemplar, decidiu abandonar o salão rumo à casa de banho mais próxima. Bamboleou nos primeiros passos até voltar a possuir o equilíbrio feminino que tanto a caracteriza, pouco se importou na sua nudez e muito menos no seu néctar que escorria visivelmente pelas pernas abaixo. Abandonou o salão deixando para trás os diálogos e o cheiro a sexo que abrangia o local, esgueirou-se por entre um par de lésbicas que se atreviam a provar-se na entrada do corredor e encaminhou-se à casa de banho. Vislumbrou a placa sinalizadora passados alguns segundos mas foi obrigada a desviar o olhar antes de entrar, no fundo do corredor um desconhecido penetrava por trás uma estonteante loira de cabelos compridos. A ousada cena de sexo merecia sem dúvida um segundo olhar, a loira possuía um corpo magnífico e gemia de tal forma que era impossível não estar a gostar de ser comida. Conteve por alguns segundos uma ponta de ciúme daquela fêmea, mordeu o lábio inferior pela visão que a invadir, contemplava as estocadas ritmadas entrando e saindo de dentro daquelas nádegas sensuais e foi sem demora que os seus mamilos voltaram a ganhar vida, entesando-se sem esforço nos seios volumosos.

Afastou-se ligeiramente da porta da casa de banho feminina encostando-se à parede, semi-escondida entre as sombras, o sentimento de voyeur abraçou-a sentindo a urgência de novo toque no seu corpo. Levou a mão entre as pernas ficando imediatamente com os dedos molhados, somente por roçar levemente na pele, estava completamente encharcada. Com perícia levou dois dedos a afastar os lábios ainda dilatados da acção recente e um terceiro a deslizar para o seu interior percorrendo o canal interno até sentir o clitóris bem erecto na ponta do dedo. Estava no seu pequeno mundo de deleite observando aquela cena gratuita de sexo ao vivo e oferecendo prazer a si própria, transbordava de tesão ao observar aquele membro pujante a penetrar a loira, uma vez após outra, obrigando-a a gemer e a soltar pequenos gritos de contentamento, tal e qual como ela tanto gostava. O clitóris esse era acariciado pelas suas impressões digitais do dedo que suavemente o ia excitando, leves passagens faziam vibrar a pequena saliência que escaldava de intensidade, tinha perdido a conta aos orgasmos dessa noite chuvosa mas iria arrancar mais um somente por contemplar aquela tórrida cena ao fundo do corredor. Equacionou mil e uma vezes uma aproximação e até lhe passou pela cabeça juntar-se ao par mas, não quis parecer impertinente e rapidamente abandou a ideia, limitando-se a masturbar perto da casa de banho. Com a respiração já descompensada Maria tentou descortinar quem a seduzia mais, se o pujante e vigoroso desconhecido que sem dúvida sabia como oferecer uma sessão de sexo anal ou a virtuosa e sensual loira que certamente a iria fazer perder a noção do espaço e do tempo, só de imaginar aquela boca a deslizar pelo seu corpo foi o suficiente para produzir os conhecidos espasmos de prazer, os tornozelos começaram a tremer, não se conteve e caiu de joelhos enquanto mais um orgasmo tinha sido alcançado...

Continua...

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2 comentários

  1. Por aqui abunda o extase...muito me agrada!

    Beijo

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  2. Medusa

    Bem-vinda ao meu pequeno espaço, espero que te agrade o que por aqui encontres. Mergulha sem medo e boa viagem...

    Beijo **

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