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O Launge II

agosto 20, 2015Ricardo Santo


Maria consultou o relógio pela terceira vez desde que tinham entrado no táxi, batia quase a meia-noite, o veículo voava pelas largas e despidas avenidas do Parque das Nações e a inseparável dupla dirigia-se para o lounge situado na zona de Braço de Prata. Sandra como de costume mostrava alguma inquietação, batia sucessivamente com uma das faces do cartão nas coxas, num ritmo constante, o pequeno pentagrama negro mantinha-se reluzente no centro. Tinham aceite o convite de Benedita sem pensarem duas vezes, completamente cativadas pela envolvência da morena de rabo-de-cavalo, prometo que vai valer a pena dissera ela. O veículo imobilizou-se bruscamente na morada indicada, Sandra pagou a tarifa ao taxista de meia-idade e mergulharam na amena noite da capital. Nem o facto de ser fim-de-semana alterou a típica tranquilidade daquela pacata zona lisboeta, não se vislumbrava vivalma, nem sequer um estabelecimento aberto até mais tarde, somente luzes de faróis eram visíveis a largos metros de distância numa avenida paralela. Maria apontou para meio da rua, um pequeno foco de luz incidia sobre a viela parecendo revelar o local que procuravam, decidiram tentar a sua sorte. Depararam-se com um prédio de traçado rústico, algo degradado, possivelmente centenário, era composto por dois andares. A porta recebi-as parecendo pesar toneladas contendo no centro uma estrela trabalhada na madeira, composta por cinco retas e que possuía cinco pontas, o pentagrama revelava o local certo. Sandra procurou uma forma de se fazerem anunciar mas não encontrou campainha ou sequer um batente, Maria essa apontou para uma pequena câmara de videovigilância de cor escura que as observava poucos metros acima, estavam a ser filmadas. Sem aviso o trinco da porta ecoou pela noite e surgiu uma pitoresca figura para as receber.

- Boa noite senhoritas, em posso ser útil?
- Uma amiga recomendou-nos uma visita a este local
- Isto não é nenhum museu para ser visitado
- Ofereceu-nos um cartão, ela chama-se Benedita
- Benedita? Entendo, com certeza façam favor de me acompanhar
- Lamento a imprudência, chamo-me Rodolfo
- Devo informar que menina Benedita ainda não chegou mas não deve tardar
- Por favor tenham a gentileza de me entregar os vossos casacos, podem recolhe-los no final
- Informo que o estabelecimento tem consumo mínimo e que o espetáculo tem início dentro em breve
- Desejo que a estadia seja do vosso agrado, aproveitem

Invadiram o interior do recinto visivelmente ansiosas, o lounge apresentava-se pouco iluminado e sombrio mas rapidamente o pequeno hall de entrada deu lugar a um espaçoso e requintado espaço de prazer. Do lado direito Maria vislumbrou um enorme balcão, longo e corrido, de cor escura, que servia de apoio ao bar onde uma figura loira de cara muito pálida ia servindo os poucos clientes sentados em elegantes bancos altos, adjacente do bar vislumbravam-se uma pequena e estreita escada de madeira que equacionou permitir o acesso ao piso superior. Maria avançou destemida para o centro do espaço em busca de um local para se sentarem sendo perseguida de imediato por diversos olhares curiosos que a observavam os sedutores movimentos com atenção. Sandra menos decidida observava com maior desassossego a estranha disposição dos sofás no lounge, inquietavam-lhe a mente, nunca tinha visto nada assim, estavam todos virados para dentro, formando um círculo quase perfeito, ninguém que estivesse sentado tinha privacidade. Os sofás eram elegantes e convidativos num sedutor couro preto, entre eles existiam pequenas aberturas para os clientes e empregados circularem mas, era no eixo do círculo que a magia parecia acontecer existindo uma espécie de engenhoca mecânica de alguma dimensão. Observando com atenção identificou que não estariam mais do que vinte rostos espalhados pelo espaço, alguns acompanhados, outros preferindo a ausência de companhia. A dupla tornou-se a juntar e rapidamente foram abordadas por um empregado de boa aparência que as saudou.

- Boa noite, bem-vindas ao lounge, desejam tomar alguma coisa antes do espetáculo?
- Sim, para mim pode ser um Malibu Ananás por favor, para mim um Safari Cola
- Não reconheço os vossos rostos por isso informo que durante o espetáculo só são servidas bebidas diretamente no balcão
- No primeiro andar encontram também as casas de banho
- Obrigado pela informação
- Obrigado eu, já trago o vosso pedido

As amigas entreolharam-se com cumplicidade, era notório um brilho inquietante nos seus olhos, novamente a referência ao tal espetáculo, afinal de contas para que tipo de local teria Benedita as incentivado a visitar? Que raio iria acontecer no interior daquele luxuoso espaço Maria recatou-se no sofá cruzando as pernas, aproveitando para espiar o espaço envolvente com maior detalhe. Quem diria que uma zona tão tranquila como Braço de Prata teria um espaço tão discreto e magnífico? Observando a fachada por fora ninguém suspeitava que o lounge existia, era claramente um local exclusivo e muito privado. Segundos depois o empregado regressou com os respetivos pedidos, distribuiu os copos e ofereceu um sorriso maroto a Sandra desaparecendo em seguida. Sandra ficou visivelmente constrangida com a provocação, estava a poucas horas de mandar o estúpido do namorado dar uma curva e sentia-se perfeitamente disponível para qualquer eventualidade naquela noite exuberante.

Maria pediu desculpa por ter necessidade de se ausentar e rumou à casa de banho, atravessou o balcão onde trocou olhares com a empregada loira e começou a subir os degraus que davam acesso ao piso superior. Deparou-se com um cenário bastante diferente do revelado no piso inferior. Um longo e bem iluminado corredor atravessava-se no seu caminho com diversas portas de ambos os lados. O chão estava coberto por uma longa passadeira em tons de vermelho, semi-gasta e com um aspeto de já ter visto melhores dias. As paredes essas eram de uma tonalidade alaranjada que parecia querer envolver os seus invasores a cada passo. Existia um ligeiro som ambiente no ar que a acompanhou desde os primeiros passos, tentou reconhecer em vão a entoação que se situava na casa dos blues. As primeiras portas eram destinadas aos armazéns e arrecadações do estabelecimento como indicavam as placas penduradas no cimo das portas mas, logo se deparou com o acesso às casas de banho. Maria já tinha a mão na porta quando o seu magnético ouvido captou murmúrios vindos do corredor. O mesmo encontrava-se vazio, os sussurros teriam certamente de vir de uma das portas seguintes. A curiosidade bateu mais forte e moveu as suas sandálias pela desgastada passadeira até encontrar uma porta entreaberta. A placa no topo indicava que se tratava de um local de acesso reservado, Maria não tinha interesse em trespassar o sinal de advertência mas nada a impedia de espreitar por alguns instantes. O cenário que encontrou fez imediatamente disparar o seu coração e a velocidade com que os batimentos cardíacos a assolavam. No interior do espaço e apesar da visibilidade reduzida os olhos de Maria foram presenteados com uma voluptuosa sessão de sexo oral. Vislumbrava-se um vulto de raça negra, cor de pele bastante escura e uniforme num corpo que parecia apresentar-se muito bem cuidado. Encontrava-se em pé encostado de costas na parede e calças no fundo das pernas. Sobressaiam à vista os volumosos músculos dos seus bíceps, o direito contendo uma grande tatuagem vermelha com o símbolo de uma águia de asas bem abertas. Apoiada no chão de joelhos e a chupar a apetitosa verga do musculado vulto surgia uma figura morena, de cabelo castanho-escuro preso num rabo-de-cavalo, Maria nem queria acreditar, era Benedita. A empregada do Irish Pub chupava o tição de cor negra com uma enorme satisfação, era tão grosso que a pequena e pálida rapariga quase que se engasgava de tanta vontade. A saliva escorria abundantemente pelo seu queixo escorrendo pelo peito em direção aos arrebitados seios, os mamilos esses despontavam bem eretos e tesos. Benedita bem tentava auxiliar os movimentos com ambas as mãos, segurando aquela verga deliciosa para se conseguir saciar, estava visivelmente fora de controlo, inebriada por aquela prazerosa e tamanha oferta. A cabeça movimentava-se cada vez com maior vigor tentando consumir mais e mais cm no interior da sua boca. As veias essas palpitavam com intensidade e Maria quase que jurava que aquele caralho negro aumentava ainda mais com o passar dos segundos. Observava a ação cada vez com maior atenção e foi sem grande espanto que identificou a humidade que se instalava no interior das suas coxas, estava a ficar bem molhada com a intensidade daquele fellatio. Benedita aumentou a cadência dos seus movimentos enquanto os gemidos e murmúrios do vulto ecoavam pelo espaço, o orgasmo não deveria estar longe. Num acto de coragem enterrou a verga bem fundo na sua garganta e aguardou pelo néctar quente que a inundou no interior. A garganta foi imediatamente envolvida pelo sémen em jato que a percorria e deliciava, devagar retirou a possante verga do seu interior, deleitando-lhe o peito, deixando Maria espantada com tamanha ousadia, aquele tamanho e grossura de caralho não eram para qualquer gaja principiante, era necessário muita experiência e capacidade de manobra mas Benedita tinha sido sem sombra de dúvidas uma verdadeira heroína.


Continua...

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