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O Launge III

junho 16, 2016Ricardo Santo


As pernas de Maria tremiam ligeiramente devido à inquietação latente no seu interior, sentindo-se extremamente excitada. Tinha acabado de assistir a um descomunal fellatio proporcionado pela safada da Benedita. Aquela pequena e pálida rapariga empregada do Irish Pub devorou aquele tição de cor negra brilhante com uma enorme mestria, tinha de lhe dar os parabéns, que grande heroína de garganta funda. Arrastou lentamente o seu sensual corpo pela passadeira vermelha do corredor, cambaleando, dando passos descompensados com as sandálias de lycra de salto alto parecendo ter perdido a noção de como andar sobre elas. Sentia-se completamente inebriada ao entrar na casa-de-banho feminina, o seu cabelo habitualmente resplandecente encontrava-se agora emaranhado, colando-se ao pescoço, a blusa branca semi transparente estava completamente grudada ao seu corpo, húmido, tórrido, escaldando de tanto prazer visual que tinha recebido em tão poucos segundos. Flashes invadiam a sua mente de forma sucessiva, imagens lascivas daquela brutal verga negra como o carvão, longa de perder de vista e com uma grossura que metia inveja a qualquer palmo de homem ser humano. Abriu com esforço a torneira do lavatório deixando a água fria correr por entre os dedos das mãos, observou o seu reflexo no espelho, estranha um trapo e ofegava ligeiramente, precisava mesmo de se controlar antes de regressar à companhia de Sandra, estava visivelmente afetada com os últimos acontecimentos e não era para menos, todo o seu corpo suspirava de desejo, uma tesão louca, ansioso de também ele ser consumido pelo prazer, sem margem para dúvidas que precisava urgentemente de uma valente foda. Por segundos equacionou se o espectáculo teria tido continuação ou se Benedita tinha terminado o serviço mas, rapidamente obteve a resposta que procurava, a gulosa empregada tinha acabado de entrar pela porta tendo ainda a ousadia de vir a chupar os dedos...

- Maria? Por aqui?
- Sim, acabamos por aceitar o teu convite no Irish Pub, ficamos curiosas
- Chegamos ao lounge faz um par de minutos
- Precisei urgentemente de vir à casa-de-banho mas...
- Mas?
- Desculpa Benedita mas eu ouvi gemidos no corredor e...
- E o que Maria? Que se passa? Pareces super inquieta
- E acabei por seguir a origem do som
- A porta estava aberta, eu espreitei... e...
- Maria sua atrevida, viste-me a mamar o caralho do António?
- Sim vi desculpa
- Desculpas de que? Nesta casa tudo o que é bom é para se ver
- O António trabalha para mim faz imenso tempo, é um dos seguranças privados do lounge
- Adoro chupar aquele caralho delicioso que ele tem
- Acredita que nunca encontrei uma verga tão grossa como a dele
- Nem eu própria acreditei quando a vi pela primeira vez
- Confesso que ainda hoje me recordo da primeira vez que me comeu, fiquei derreada
- Pois, imagino, não é mesmo comum algo daquele género
- A sério desculpa, sou muito curiosa e não me contive
- Olha para mim estou toda melada, encharcada em suor...
- Como é que conseguiste dominar aquele caralho? Aquela mestria, foi genial
- Ohhhh já estou habituada com o António, no inicio confesso que não foi fácil dar conta dele
- Mas depois a prática leva à perfeição, sabes como é...
- Sei perfeitamente
- Essa tua blusa está toda ensopada, já nem transparente se apresenta
- Anda vamos até ao camarim
- Certamente encontro algo para trocares
- Tenho de me apressar pois o espetáculo está quase a começar

Maria seguiu Benedita pelo longo corredor em passo apressado, a suave música continuava a entoar pelo espaço e as paredes na tonalidade alaranjada como que se abriam para deixar passar o sensual par. No fundo do corredor viraram à esquerda, debruçando-se sobre uma porta entreaberta, no cimo uma inclinada placa de madeira envelhecida indicava que tinham chegado ao camarim. Invadiram o iluminado espaço que contrastava com o escuro corredor, era amplo e notoriamente requintado, dois sofás em tons de bege marcavam presença a meio, torneando uma pequena mesa redonda com tampo em vidro, sobre ela somente se vislumbrava um pequeno cinzeiro e uma caixa de fósforos. Num dos cantos do camarim existia um pequeno e ornamentado aparador branco com duas gavetas e uma cadeira de pé alto, de tonalidade preta com design bastaste elegante. Por cima do aparador um gracioso e enorme espelho de moldura, continha seis lâmpadas brancas redondas, incrustadas na vertical, três em cada lateral, Perdeu a conta ao número de assessórios de beleza e maquilhagem que o aparador continha, era sem dúvida um camarim bastante luxuoso. Um candeeiro art deco em bronze pendia do tecto, elegante com os seus cinco lumes em porcelana branca a manifestarem-se graciosos mas, todo o glamour foi deixado ao acaso quando os seus olhos se depararam com uma águia vermelha de asas bem abertas, resplandecendo dos volumosos músculos dos bíceps de António.


Continua...

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