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O Launge IV

junho 17, 2016Ricardo Santo


Maria sentiu um arrepio de tesão a percorrer-lhe a espinha ao vislumbrar aquela águia vermelha de asas bem abertas, a resplandecente tatuagem de António de algum modo atiçava-lhe o olhar, provocando-a ao ponto de a magnetizar. Na sua mente era impossível conter os flashes com imagens sucessivas e perturbadoras daquela verga gigante e negra a ser chupada pelos lábios rosados da pequena Benedita, sem pudor, cravando a sua garganta sem fundo naquele caralho vibrante e gozando o néctar dos deuses para seu belo prazer. Não esperava que o musculado segurança se encontrasse no camarim, supostamente deveria ter regressado ao serviço mas afinal não, equacionou o que estaria ali a fazer?

- Julgo que reconheces o António
- Sim, difícil não reconhecer
- Não ligues à presença dele, à primeira vista parece intimidar mas é um querido
- Ele desce sempre comigo para o espetáculo
- António esta é a Maria, uma das minhas convidadas
- Vai assistir ao espetáculo esta noite
- Prazer senhorita Maria, espero que aproveite o espetáculo
- Obrigado, irei certamente aproveitar
- Anda, deixa-me procurar algo fashion para vestires
- Tens de tirar essa blusa imediatamente
- Certamente encontro algo que sirva nesse teu corpo
- Tens um corpo bem jeitoso por sinal sabias, agrada-me especialmente os teus seios
- Obrigado mas... a sério não é necessário Benedita, não te incomodes
- Ainda vais chegar atrasada por minha causa
- Não é necessário, a sério... não quero incomodar
- Nem pensar, espera uns segundos que eu vou ali ao closet
- Vou num pé e venho em outro
- Tenho algum tempo
- Afinal de contas nenhum espetáculo começa sem a protagonista

Maria e António ficaram momentaneamente sozinhos no elegante camarim. Visivelmente constrangida evitou a troca de olhares com o vulto preferindo vaguear pelo espaço. Um requintado quadro captou a sua atenção, óleo sobre tela onde figurava um ousado ser feminino deitado numa cama, estava envolta por lençóis que lhe cobriam parte das pernas. A tela era simplesmente magnifica, pincelada com cores fortes de vermelho, laranja e carmim oferecendo uma vida graciosa ao elemento central. Apesar de ser um semi-nu a tela exuberava sensualidade, tendo o poder de capturar a atenção por largos minutos. Pelo canto do olho notou que era observada, António acompanhava os seus movimentos com o olhar, pacientemente, tal como fazia diariamente na sua profissão. Maria sentiu-se a ser estudada e equacionou mentalmente o que faria com aquele par de músculos se Benedita estivesse eventualmente ausente. Deixou a mente viajar, perdida no espaço e tempo, permitindo-lhe fantasiar por um par de segundos, teria também ela arte e engenho para sugar aquele tição negro para dentro da sua boca? Como seria abrir as pernas e receber aquela naco grosso dentro do seu corpo? Trespassando a sua carne em estocadas sequenciais e ritmadas, enterrando-se cm por cm dentro de si a ponto de a violar de prazer. Imaginou quantos segundos iria aguentar até explodir o primeiro orgasmo, 60 segundos? 30 segundos? 15 segundos? Regressou de volta à realidade com o Benedita a chegar do closet. Trazia na mão uma elegante túnica preta, de meia manga e sem costas. Sem dúvida que iria combinar com os seus jeans e sandálias de salto alto.

- Anda, abre uma dessas gavetas e tira uma toalha
- Já tenho aqui um trapo elegante para usares
- Deve servir na perfeição ora experimenta
- Obrigado é linda
- Onde me posso trocar?
- Trocar? Aqui mesmo miúda
- Afinal de contas estamos num camarim
- Não te preocupes que o António não morde
- Tens receio que ele te observe?
- Não mas...
- Mas o que Maria?
- É só um homem caramba, não sejas pudica
- Até parece que não gostas de ser observada
- Anda lá despacha-te que eu tenho de me apressar

Maria não era nada destas coisas, tipicamente era mulher desinibida e sem grandes pudores, vivia a sua sexualidade com bastante à vontade tendo já perdido a conta aos inúmeros homens e mulheres que passaram pelas suas mãos mas, naquele cenário, sentia-se estranhamente constrangida com a presença daquela pérola negra. Retirou a blusa branca que se colava ao corpo deixando a sua pele morena à disposição dos olhares indiscretos de António, sentia-se nua. Da gaveta do aparador fez sair uma pequena toalha que passou pelo lentamente sobre o pescoço e nuca, estava incendiada ao ponto do tecido deixar um ardor ao roçar na sua pele suave. Lembrou-se que também a sua tanga deveria estar num lindo estado, a esta hora estaria completamente húmida e molhada de tesão. Observou o seu elegante soutien de renda preta com copas bastante cavadas que lhe proporcionava um volume ainda maior ao seu belo par de seios. Equacionou se seria sensato retira-lo para se limpar em condições, não queria parecer mais pudica ou recatada aos olhos dos presentes. Com um gesto simples fez soltar os três colchetes que prendiam o soutien abandonando-o sobre um dos sofás do camarim. Automaticamente os seus olhos foram cruzar os de António, como que magnetizados e conduzidos por vontade própria, a atracão era por demais evidente e até Benedita já deveria ter notado a situação. O musculado garanhão fitou-a sem receios, cravando o seu olhar no dela, provocando-a, atiçando-a ao contemplar o seu par de seios arrebitados sem qualquer vergonha. Aquele cabrão safado sabia perfeitamente que mexia com ela e estava a fazer de propósito. Maria desviou o olhar ao mesmo tempo que os seus mamilos começaram a despontar de excitação, jurou para sim mesma que lhe ia dar o troco ainda nesta noite, não perdes pela demora meu filho da puta musculado...

Continua...

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